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Quer melhorar seus serviços educacionais? Invista em um bom currículo!

Está pensando em como melhorar seus serviços educacionais? Invista em um bom currículo! Se esse é o seu caso, a dica desse artigo é para você.

Em recente entrevista, Nuno Crato, ex-Ministro da Educação de Portugal disse:

“Há pessoas que acham que devem começar em outra coisa, como na construção de escolas, ou colocar computadores nas salas de aulas, usar métodos diferentes. Minha ideia é de que tudo começa com o currículo”, diz. “Algo que é tão barato, custa tão pouco, e que tem se provado em todo o mundo que tem resultados. É quase de graça, comparado a todos os custos que os ministérios de educação têm no mundo inteiro. Se não existir currículo, como faz avaliação? Como se fazem os manuais? Como se estabelecem metas? Se não tiver, é autonomia sem objetivos”.

Nuno Crato, Ex-Ministro da Educação, Portugal.

Nuno Crato
Nuno Crato fala com especialistas brasileiros.

A princípio, sob o comando de Nuno, a educação portuguesa apresentou uma evolução impressionante, na última década. Eles conseguiram atingir índices educacionais invejáveis, quando comparados a países europeus de muita tradição no setor educacional, como a Finlândia e a Suécia. Assim, Nuno Crato atribui essa evolução a um investimento simples: a qualificação do currículo escolar.

Se investir no currículo custa tão pouco e dá tanto resultado, por que nossos gestores educacionais não focam na melhoria das matrizes curriculares?

Eu respondo: comprar tablets ou reformar salas de aula são investimentos visíveis a olho nu, já a melhoria do currículo, nem tanto. Nesse ínterim, ressalto que esse não é o primeiro artigo onde falo sobre esse tema. E, pelo visto, não será o último (Leia: O ato de ensinar começa com a estruturação dos objetivos). Em verdade, esse tema é recorrente em boa parte dos meus artigos.

Mas, por que insistir em “invista em um bom currículo”?!

Primeiramente, temos que reconhecer este como o maior problema educacional brasileiro. Em geral, nossas escolas e universidades não apresentam uma cultura educacional focada em objetivos de aprendizagem. Segundo, em grande parte dos casos, nossas instituições de ensino não se preocupam com a construção das matrizes curriculares. E foi por isso que nossa educação mergulhou em um mar de incertezas instrucionais.

Ora, se não temos metas de aprendizagem, como será definido o ensino e o que será aprendido pelos estudantes? Eis a questão!

Ainda assim, vejo uma luz no fim do túnel. Felizmente, algumas instituições de ensino perceberam que o foco dos problemas educacionais brasileiros não está na estrutura das salas de aula ou na implementação de metodologias de ensino “modernas”. Definitivamente, elas já entenderam que o caminho é:

  • estabelecer matrizes curriculares pedagogicamente estruturadas; e
  • realizar avaliação do aprendizado baseada na aferição da aquisição dos objetivos de aprendizagem pelos estudantes.

Por fim, pense: o que você tem feito a respeito do currículo da sua instituição de ensino? Pode garantir, hoje, que possui metas bem estabelecidas e sabe se elas estão sendo alcançadas? Acima de tudo, espero que mais gestores educacionais vejam a entrevista de Nuno Crato. E não se esqueça: Invista em um bom currículo!

Assim como fez Nuno, o nosso trabalho na Qstione é focado na estruturação do currículo escolar e na avaliação de aprendizagem baseada em objetivos instrucionais. Portanto, contate nossa equipe e marque uma reunião.

Até o próximo artigo!.

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