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O Teste de Progresso

O Teste de Progresso (TP) é uma prova de avaliação cognitiva e de caráter não classificatório realizada de forma a avaliar o ganho de conhecimento do estudante à medida em que avança pelos períodos do curso superior.

Originado na década de 1970, o TP foi introduzido nos cursos de Medicina pela Kansas City Medical School, da Universidade de Missouri (EUA) e pela então chamada University of Limburg (hoje, Universidade de Mastricht, na Holanda). Desde então, várias outras escolas de Medicina passaram a utilizar esse método avaliativo de forma isolada ou colaborativa.

Atualmente, outros cursos, além de Medicina, utilizam o TP em diferentes instituições de ensino do Brasil e de outros países.

O objetivo principal do TP é o diagnóstico evolutivo do estudante no decorrer do curso, sendo ele, uma poderosa ferramenta de gestão acadêmica. A utilização dos dados obtidos com a aplicação do Teste de Progresso permite que sejam detectadas lacunas de aprendizagem, objetivos de aprendizagem não alcançados e também a identificação de áreas de conhecimento deficitárias dos estudantes. Além disso, o TP permite aferir a efetividade do trabalho dos professores a cada etapa ou período do curso.

Nessa modalidade de avaliação, as questões de múltipla escolha apresentam um novo significado. Elas são estruturadas, contextualizadas e vinculadas aos objetivos de aprendizagem a partir de uma Matriz de Referência que contempla descritores que abrangem os objetivos de aprendizagem de todo o curso. O Teste de Progresso visa proporcionar ao estudante um feedback sobre seu desempenho específico à medida que vai progredindo no curso.

Embora tenha sido concebido no curso de Medicina, o TP pode ser usado também em outros cursos, sendo eles da área de saúde ou não, graças a sua lógica de construção e aplicação.

Quando devemos aplicar o TP? Quem pode fazer o TP? Que tipo de aparato tecnológico é necessário? Como conscientizar o estudante acerca da importância do Teste de Progresso?

Esses são alguns questionamentos importantes que permeiam a cabeça de gestores educacionais e professores. Vamos explicar melhor tudo isso.

Qual a principal finalidade do Teste de Progresso?

O TP afere a evolução da aquisição de conhecimentos pelos estudantes. A partir da análise dos dados do teste é possível identificar quais são os conhecimentos mais deficitários a cada passagem de período. Assim, as instituições de ensino podem identificas eventuais lacunas de aprendizagem e quais são os conhecimentos que precisam de algum tipo de reforço ou mudança de abordagem pedagógica. Além disso, é possível avaliar materiais didáticos e até mesmo o desempenho do corpo discente.

Quem está apto a realizar o Teste de Progresso?

O TP pode ser aplicado a todos os estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação, desde os calouros até os alunos dos últimos períodos.

Quando e com que frequência deve ser aplicado o TP?

Geralmente é aplicado semestralmente ou anualmente, preferencialmente ao início de cada semestre.

Se o Teste de Progresso é aplicado a estudantes de diferentes níveis e períodos (inclusive calouros), por que todos os estudantes fazem o mesmo teste?

Isso ocorre porque a função do teste é aferir a evolução da aquisição de um grupo delimitado de objetivos de aprendizagem. Tais objetivos solicitam no teste o conjunto de conhecimentos e habilidades mínimos necessários para um formando. Dessa forma, o teste funciona como se o estudante estivesse tentando subir níveis de conhecimento a cada prova realizada.

Obviamente, estudantes que cursam os primeiros períodos do curso provavelmente apresentarão, em média, índices de acerto inferiores aos que cursam os últimos períodos. Essa característica do teste precisa ser esclarecida entre os estudantes e professores para que ocorra a devida adesão do corpo docente e discente ao método do teste, para sucesso da aplicação.

O TP também avalia habilidades clínicas ou práticas dos estudantes?

Esse tema é controverso, entretanto sugerimos a leitura do artigo “Progress on a New Kind of Progress Test: Assessing Medical Students Clinical Skills” de autoria dos professores da Michigan State University College of Human Medicine, publicado em maio de 2018 sobre o tema.

Que tipo de tecnologia pode auxiliar na realização do Teste de Progresso?

A aplicação do teste requer o uso de tecnologias que facilitem a elaboração, automatizem a correção e a análise dos resultados. Realizar o TP sem o apoio dessas tecnologias, aumenta significativamente os custos envolvidos e pode reduzir o nível da qualidade do teste. Algumas instituições de ensino brasileiras realizam o TP de forma colaborativa com outras instituições parceiras. Contudo, com o surgimento de novas tecnologias, como a Plataforma Qstione, já é possível realizar o Teste de Progresso com baixíssimo custo e alta qualidade, sem a necessidade de formação de consórcios para sua viabilização.

A aplicação do TP em cursos de graduação melhora a capacidade de gestão das instituições de ensino superiores, tornando-se uma poderosa ferramenta que dá subsídio ao processo de tomada de decisão pedagógica e de definição de perfil de recursos humanos. Os resultados do teste evidenciam eventuais falhas pedagógicas e possibilitam a tomada de medidas que levam a melhoria do ensino, bem como dos resultados das avaliações institucionais como o Enade.

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