Opinião

Educação “covidiana”: hora de assumir a responsabilidade pela educação!

Artigo de Opinião

A crise do COVID, ou “covidiana” está em nossa porta. Hora de assumir a responsabilidade pela educação!

Há uma frase, comumente atribuída à Albert Einstein, que diz: “sem crise não há mérito. Segundo a citação, é na crise que aflora o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma carícia”. De fato, tenho que concordar com essa citação, pois nas crises somos mais inventivos. Por causa delas, buscamos novas estratégias e assumimos nossas responsabilidades com mais afinco.

Historicamente, as grandes crises nos trouxeram sofrimento e dor. Contudo, também impulsionaram o progresso científico, econômico e humanístico. No artigo de hoje, farei algumas reflexões “covidianas” acerca do momento educacional que vivenciamos, justamente por acreditar que podemos evoluir nas crises.

Neste momento, presenciamos uma crise econômica, educacional e de saúde sem precedentes, sem dúvida! Mas, o que nós, profissionais do setor educacional, faremos para evoluir e sairmos melhores desse momento tão conturbado?

Um pouco de contexto…

Antes de qualquer coisa, precisamos entender que, nas últimas décadas, a educação brasileira passou a ser capitaneada pelo Estado. Assim, o julgo estatal está presente em todos os níveis educacionais brasileiros, com a intervenção do Ministério da Educação em todas as áreas. Consequentemente, o Estado determina o que deve ser aprendido pelos estudantes em escolas e faculdades e, em alguns casos, interfere até mesmo no método de ensino.

Dessa forma, simplesmente, não há liberdade de ensino. E as famílias e os estudantes, em certa medida, não são responsabilizados pelo próprio aprendizado. Vale salientar que esse processo de transferência das responsabilidades educacionais individuais para o Estado, ocorreu de forma gradual durante décadas. Por conseguinte, gerou uma série de consequências negativas para educação brasileira.

Ora, a decisão de aprender ou de se educar é majoritariamente uma escolha pessoal e intransferível, no caso da educação de adultos, e uma escolha familiar, no caso do ensino infantil. Então, por que colocar toda responsabilidade na mão do Estado? Isso não faz sentido! Chegou a hora de assumir a responsabilidade pela educação!

A crise “covidiana”

Primeiro, devemos pensar que a crise “covidiana” nos trouxe mais liberdade de ensino. Com isso, surge um novo modelo educacional no meio da crise “covidiana”, que vou chamar de educação “covidiana”. Segundo, esse novo modelo educacional nos libertou de algumas amarras estatais. Por exemplo, trouxe a família para o centro do processo educacional infantil e colocou o estudante como senhor do seu destino educacional. E tudo isso aconteceu muito rápido, em semanas!

A educação “covidiana” parece ser libertadora, pois, da noite para o dia, os governos federais e estaduais adotaram uma série de medidas que flexibilizam a utilização de ferramentas de ensino à distância, a carga horária de aulas, o modelo de avaliação, dentre outras coisas. Foi preciso um pandemia para que o Estado desse mais liberdade ao nosso sistema educacional. Isso mesmo!

Como as instituições de ensino reagiram a educação “covidiana”?

A maioria das instituições privadas de ensino infantil e superior reagiram muito bem. Elas investiram em capacitação de professores, em novas tecnologias e adotaram abordagens diferentes para cada realidade. Já as instituições de ensino público ficaram, em grande parte, paralisadas diante das mudanças. Algumas ofereceram cursos livres e outras tentaram adotar
algumas estratégias de fornecimento de conteúdo.

Em outras palavras, as universidades federais e escolas públicas decepcionaram. Deixaram a maioria dos estudantes sem assistência educacional, pois ficaram paralisadas e não conseguiram se adaptar a educação “covidiana”, salvo, raríssimas exceções. Acima de tudo, isso denota e reafirma a incapacidade da maioria das instituições de ensino públicas em promover uma educação livre e centrada nos estudantes. Infelizmente, o foco de boa parte dessas instituições continua sendo o professor, e nem a crise “covidiana” conseguiu mudar essa percepção.

Tal crítica é claramente construtiva, pois precisamos de serviços educacionais capazes de se adaptar as reais necessidades dos estudantes.

Quais são as lições que podem ser tiradas da educação tempos de COVID-19?

Quais são as lições que podem ser tiradas da educação “covidiana”?
Lições para uma educação “covidiana”.

Algumas lições práticas podem ser trazidas para o debate:

  • as instituições de ensino precisam de mais liberdade para definir estratégias de ensino, matrizes curriculares e as tecnologias educacionais;
  • o sistema educacional público está engessado e apresenta baixíssima capacidade de adaptação. É preciso rever o atual modelo de ensino público;
  • o foco do processo educacional deve ser o estudante e não o professor;
  • os estudantes se adaptam rapidamente à aplicação de novas tecnologias educacionais;
  • o Estado precisa interferir menos na educação, permitindo uma maior participação da sociedade nas decisões educacionais;
  • o estudante e a família devem participar ativamente do processo educacional, sendo co responsáveis pelos resultados educacionais;e
  • não subestime a capacidade dos professores brasileiros, pois eles são capazes de aprender a usar novas tecnologias educacionais em um curto espaço de tempo.

Mais dicas sobre como passar bem pela transição para o EAD podem ser lidas nesse post.

A educação “covidiana” veio para ficar?

Difícil dizer! O fato é que a semente da liberdade educacional foi plantada na mente dos estudantes e educadores. No geral, espero que, após a crise, essa semente floresça e que a educação brasileira renasça das cinzas a partir da crise “covidiana”.

Em conclusão, procure a equipe da Plataforma Qstione e descubra como implementar as melhores tecnologias educacionais em sua instituição, extraindo o que há de melhor na educação “covidiana”, a liberdade educacional. Chegou a hora de assumir a responsabilidade pela educação!

“Falar da crise é promovê-la, e calar-se na crise é exaltar o conformismo. Em vez disto, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.” (Atribuída a Albert Einstein).

Até o próximo artigo!

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